Philatelia Cardoso

Conselhos Úteis
Descolagem De Selos
O coleccionismo de selos usados e a sua descolagem, para quem
começa, tem muita importância. O manuseamento,
classificação e estudo do selo usado é uma das etapas que todo
aquele que se inicia na filatelia deverá fazer. Fará com que se
familiarize com o imenso mundo dos selos. A maneira mais vulgar e
simples de os descolar é a seguinte:
1. Reunir os documentos com selos
colados e verificar se não há qualquer outro elemento filatélico,
normalmente no campo da marcofilia, que interesse preservar. Um
selo no próprio sobrescrito, a com circulação comprovada, tem
mais valor que o selo usado.
2. Preparar os selos a descolar, depois
da escolha prévia, recortando-os com um bocado de papel a toda a
volta, para evitar danificar qualquer serrilha.
3. Assegurar-se de que não existem
carimbos ou forro interior dos sobrescritos que, em contacto com a
água, possam manchar os outros selos (os carimbos e forros de cor
azul são os mais perigosos).
4. Colocar os selos num recipiente com
água à temperatura ambiente, à qual se junta um pouco de sal de
cozinha para evitar que os selos alterem a sua cor.
5. Manter os selos na água até à
descolagem completa do papel ou cartolina, onde estão colados, e
eliminação total da cola.
6. Uma vez limpos, deverão colocar-se,
com a face voltada para baixo, num papel mata-borrão branco.
Sobrepõe-se
outro papel mata-borrão, repetindo-se a operação até se
esgotarem os selos. Por cima do último deverão colocar-se vários
livros, prensando o conjunto.
7. Quando os selos estiverem
completamente secos retirá-los, com uma pinça, directamente para
um classificador.
Estado Do Material
Uma colecção de selos pressupõe, como em qualquer outra colecção que se faça. que seja constituída por material o melhor possível, partindo sempre do princípio que mais vale pouco e bom do que muito e mau. Assim, o coleccionador deverá:
- Adquirir. trocar ou aceitar apenas os selos e peças filatélicas em perfeito estado de conservação; dar especial atenção ao estado geral dos selos e peças, sobretudo às manchas de ferrugem, carimbos sujos ou ilegíveis, reparações efectuadas, e ao aspecto limpo e condigno do material obtido;
- Depois de proceder à descolagem dos selos, se a sua proveniência for essa, fazer uma criteriosa escolha dos mesmos, eliminando todo o que esteja rasgado, adelgaçado, amarrotado, vincado, com falta de dentes, manchado ou com carimbo muito esborratado;
- Inutilizar todo e qualquer material filatélico que não esteja em condições e nunca tentar cedê-lo a outro filatelista;
Obtenção De Material Filatélico
A procura e obtenção do material filatélico para
a colecção é, sem dúvida, uma das preocupações do filatelista
que deve:
- Restringir-se apenas ao coleccionismo de um
tema ou um país. Colecções de âmbito demasiadamente grande são,
nos dias de hoje, bastante difíceis de fazer;
- Comprar apenas selos e peças filatélicas para o tema ou país
coleccionado;
- Certificar-se sempre se o exemplar pretendido está em perfeito
estado de conservação e limpeza, se e, verdadeiramente variedade
ou erro anunciado. e se tem interesse para a colecção;
- Ter sempre em mente que o objectivo do selo é o pagamento de um
serviço de transporte de uma mensagem. Assim, o selo sobre carta,
com circulação devidamente comprovada, tem maior valor que o selo
retirado do sobrescrito e apresentado como usado.
Manipulação E Arrumo Do Material
Uma atenção muito especial deve ser dada ao
manuseamento de toda e qualquer peça filatélica, ao seu arrumo e
conservação, não se devendo esquecer de:
- Manusear os selos e outro material delicado
sempre com a ajuda de uma pinça, evitando pegar-lhe com os dedos;
- Guardar sempre os selos e outro material em classificadores ou
caixas, em sítio seco, arejado e ao abrigo dos raios solares;
- Colocar logo que possível o material obtido nas folhas de álbum,
caso estas estejam já preparadas para o receber;
- Utilizar sempre tiras para o material novo ou raro. Usar
charneiras apenas em selos usados;
- Colocar sempre os classificadores e álbuns ao alto, na vertical.
Associativismo Filatélico
O filatelista deverá, além de tudo, ser sociável, ter espírito de equipe, saber trabalhar em grupo e ter vontade de valorizar a sua colecção e trocar ideias com os seus colegas coleccionadores. Para tanto, nada melhor do que a inscrição numa Agremiação Filatélica, podendo verificar-se as seguintes situações:
- Existência de uma agremiação filatélica
na região
O coleccionador deverá inscrever-se, participar e dar-lhe todo o
apoio possível, no seu próprio interesse, no interesse do clube e da
região onde está inserido, no interesse geral da própria Filatelia;
- Não existência de uma agremiação filatélica
na região.
A não existência de uma agremiação na região implicará, a inscrição
numa agremiação distante que, apesar de estar longe, poderá trazer
certas vantagens ao associado, nomeadamente através das suas publicações.
- Formação de uma agremiação filatélica
Caso não haja nenhuma agremiação filatélica, caberá ao
coleccionador, a missão de tentar formar um clube ou núcleo federado
bastando, para tanto:
- Agrupar os coleccionadores residentes nas
proximidades;
- Conseguir apoio, por parte da Autarquia, para a realização de
uma pequena Mostra Filatélica;
- Contactar directamente com um filatelista competente ou com a
Federação Portuguesa de Filatelia, no sentido de promover um colóquio
de dinamização e informação;
- Elaborar uns estatutos para a formação de uma agremiação
filatélica, legalizá-la notarialmente ou, criar um núcleo de
filatelia numa entidade cultural ou desportiva já existente;
- Integrar a nova Agremiação na estrutura filatélica nacional
fazendo a inscrição na Federação Portuguesa de Filatelia;
- Trabalhar em prol da nova Agremiação, tentando criar e fomentar
o espírito de compreensão entre todos, promover a livre discussão
de assuntos de interesse estritamente filatélico, servir os
interesses da filatelia e não servir-se dela.
Philatelia Cardoso:
www.Filatelia.pt.vu
Responsável: Edgar Cardoso (PhilateliaCardoso@hotmail.com)
Página criada em 22 de Abril de 2001